Os 100 anos da Revolução Russa descortinam os 100 milhões de mortos

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  • 08/11/2017

Os 100 anos da Revolução Russa descortinam os 100 milhões de mortos deixados pelo comunismo

Comunismo

Na data de 07 de Novembro de 1917, exatamente há 100 anos atrás, o golpe de Estado bolchevique que deu início a Revolução Russa significou bem mais do que a queda do czarismo e a subida ao poder de um grupo de políticos idealistas. 
 
A revolução russa liderada por Lenin, Trostsky e Stalin tornou-se o ícone de um sonho que buscava dar início a uma nova era para a humanidade, anunciando uma sociedade mais justa, igualitária, sem violências, sem tristezas, enfim, um paraíso terrestre já que o homem comunista teria sempre consciência do seu papel de responsabilidade para com seu semelhante. 
 
Entretanto, já em novembro de 1989, antes mesmo da Revolução completar 100 anos, vimos, com a queda do Muro de Berlim e a consequente abertura dos arquivos dos países comunistas, que este sonho esteve sempre bem distante de se tornar realidade. Aquilo que deveria ser o paraíso comunista, mais se tratava de um inferno. 
 
O saldo estarrecedor de mais de sete décadas de história de regimes comunistas pode ser percebido nos inúmeros massacres em larga escala, nas deportações de populações inteiras para regiões sem a mínima condição de sobrevivência, nos expurgos assassinos que liquidaram qualquer esboço de oposição ao discurso e ao poder comunistas. 
 
Pode ser percebido também na fome e miséria provocadas por estes regimes que dizimaram milhões de pessoas, enfim, a aniquilação de homens, mulheres, crianças, soldados, camponeses, religiosos, homossexuais, presos políticos e todos aqueles que, pelas mais diversas razões, foram vistos como obstáculos na implantação daquilo que, paradoxalmente, nascera como promessa de redenção e esperança para todos. 
 
Não hesito em utilizar a palavra genocídio ao me referir as vítimas do comunismo ao longo dos seus 100 anos de expansão, pois foram cerca de 100 milhões de mortos que os regimes políticos deste matiz geraram. 
 
- 20 milhões de mortos, na extinta URSS; 
- 65 milhões de mortos na China Comunista, 
- 1 milhão de mortos, no Vietnã de Ho Chi Min; 
- 2 milhões de mortos no regime ainda hoje existente na Coréia do Norte; 
- 2 milhões de mortos no Camboja, de Pol Pot; 
- 1 milhão de mortos nos países do leste Europeu que faziam parte da antiga União Soviética; 
- 150.000 mortos na América Latina, muitos destes nas mãos sanguinárias de Fidel Castro e Che Guevara; 
- 1,5 milhão de mortos na África; 
- 1,5 milhão de mortos no Afeganistão; 
 
Somados a mais uma dezena de milhões de mortos por causa do Movimento Comunista Internacional e de partidos comunistas fora do poder nos aproximamos, ao todo, da faixa dos cem milhões de mortos. 
 
Esse número assustador ultrapassa amplamente, por exemplo, o número de vítimas do nazismo e até mesmo o das duas guerras mundiais juntas, em que pese não podermos ser indulgentes com nenhum regime político que sancione mortes, mesmo que em pequenas quantidades. 
 
Com a consciência tranquila, devemos nos opor a toda forma de opressão a vida humana, mesmo as injustiças sociais provocadas pelo liberalismo clássico, por exemplo. 
 
Criticar as injustiças sociais hoje existentes, não significa, entretanto, apoiar o totalitarismo comunista como solução e remédio para tais males. 
 
O comunismo sempre produziu genocídio e holocausto por onde passou e isso pode ser confirmado tanto pelos vários relatos de sobreviventes como pelas revelações dos arquivos hoje acessíveis e que até a queda do Muro de Berlim eram mantidos sob estrito sigilo. 
 
O terror - o Terror Vermelho, para usar o termo adotado pelos comunistas - foi o principal instrumento utilizado por eles para a tomada e manutenção do poder. 
 
Não podemos, contudo, esquecer que os métodos terroristas, violentos, subversivos e antidemocráticos não só foram como ainda são os meios utilizados hoje por grupos e partidos comunistas de oposição que, embora, jamais tenham chegado ao poder, fizeram e fazem de tudo para deturpar e desestabilizar os governos, manipulando o Estado de Direito e a democracia em proveito próprio, de um jeito cínico peculiar como quem diz: aos inimigos paulada, aos amigos marmelada. 
 
Os fatos demonstram: a principal característica dos movimentos e regimes comunistas do século XX e XXI é o terrorismo praticado pelo Estado. 
 
Ou seja: o uso do poder para praticar violência, em grande parte, contra o próprio povo que o comunismo jura querer defender. 
 
Obstinados, pragmáticos e muitas vezes carismáticos, os líderes comunistas, que guiaram o mundo para um destino supostamente “inelutável”, hoje já não conseguem esconder sua face sombria. Já não enganam mais ninguém: Lenin, Stalin, Mão Tse Tung, Pol Pot, Ho Chi Minh, Fidel Castro, Che Guevera e porque não citar os brasileiros Carlos Prestes, Olga Benário, Carlos Mariguela e muitos outros, tornaram-se os responsáveis diretos pelas atrocidades cometidas em nome do ideal comunista. 
 
Sob seus olhares zelosos, homens, cidades ou povos considerados como "obstáculos" para a implantação do sonho comunista foram exterminados com violência e brutalidade. 
 
Meu objetivo, como democrata, não é o de encontrar as causas ou buscar justificativas para tais atrocidades. 
 
Tampouco pretendo me estender na polêmica entre direita e esquerda discutindo aqui os absurdos de muitas das teorias marxistas quando transpostas dos livros para a prática. 
 
Minha moção, proposta na Câmara de Vereadores quer, sobretudo, dar nome e voz às vítimas do comunismo. Vítimas estas que ficaram ocultas por demasiado tempo sob a máquina de propaganda dos Partidos Comunistas espalhados pelo mundo. 
 
Infelizmente, grande parte dos algozes e tiranos comunistas são festejados e recebidos com toda a pompa por muitas das democracias ocidentais. 
 
Muitos brasileiros, inclusive, na data de hoje, estão celebrando os 100 anos da Revolução Russa como se ela houvesse produzido outra coisa que não fosse violência, opressão e morte ao povo.
 
Por isso digo que todos aqueles que de algum modo tomaram parte na aventura comunista - tanto no século passado como neste século - estão, doravante, moralmente convidados a rever as suas certezas e convicções sobre os resultados deste sonho de loucos. 
 
Por derradeiro, a moção - nesta data histórica em que completamos 100 anos da trágica Revolução Russa -, tem por intuito iluminar os fatos à luz da consciência daqueles que tem uma responsabilidade para com o futuro da democracia, do Estado de Direito e da raça humana. 

Por Mateus Wesp