Wesp visita propriedade rural e ressalta os benefícios do RS ser livre

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  • 15/08/2020

Wesp visita propriedade rural e ressalta os benefícios do RS ser livre de febre aftosa

pecuarista passo-fundense define medida como “excepcional”

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É oficial: o Rio Grande do Sul é reconhecido como zona livre da febre aftosa sem vacinação. A instrução da Normativa 52/2020 foi anunciada, neste mês de agosto, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A conquista também foi estendida para os estados como o Acre, Paraná, Rondônia e regiões do Amazonas e Mato Grosso.

O norte do RS destaca-se por ser uma região agrícola. Em Passo Fundo, o deputado estadual Mateus Wesp (PSDB), visitou a propriedade rural do médico veterinário João Amantino Kurtz para avaliar os benefícios da medida. Amantino, como é conhecido no município, começou a trabalhar na atividade leiteira por volta de 1990. Neste tempo, comentou que somente na década de 60 aconteceu um caso de aftosa em sua propriedade. “A medida poderia ter acontecido antes. Agora que veio é excepcional! Vamos reforçar a referência que sempre fomos em produção agropecuária, ” conta o produtor.

            Durante a visita pela propriedade rural, Wesp explicou que o Estado deixará de vacinar mais de 12 milhões de animais, economizando aproximadamente R$ 225 milhões ao ano, para os mais de 300 mil produtores. Isso porque, não será mais necessária a aplicação de 20 milhões de doses anuais de vacina, já que a imunização ocorria em duas etapas: rebanho geral e para animais com até 24 meses. Além disso, medida também abrirá novos mercados para a carne gaúcha. Entre os mercados que se abrem estão Chile, Coreia do Sul, Estados Unidos, Filipinas e Japão. “Uma conquista histórica do governo Eduardo Leite que trabalha melhorando o RS para todos os cidadãos gaúchos, ” afirma o parlamentar.

            A Instrução Normativa entra em vigor em setembro de 2020. De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Estado será encaminhado o pleito de reconhecimento - que é um relatório padronizado previsto no Código Sanitário - para a apreciação do comitê de febre aftosa da Assembleia Geral da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) ainda em 2020. A obtenção de reconhecimento internacional fica prevista para maio de 2021, durante a Assembleia Geral da OIE.

Por Equipe Wesp