Mateus Wesp ministra aula para juízes, promotores e acadêmicos de
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  • 14/11/2017

Mateus Wesp ministra aula para juízes, promotores e acadêmicos de Direito da UFRGS sobre Teoria Mimética e Fraternidade

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Na manhã do último sábado, 11/11, o vereador Mateus Wesp ministrou uma aula especial para juízes, promotores e acadêmicos de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre.

A aula foi sobre a Teoria Mimética e Fraternidade. Wesp falou sobre as relações entre a liberdade, a igualdade e a fraternidade, destacando que a liberdade sem fraternidade resulta no individualismo e no subjetivismo, ao tempo que a igualdade sem a fraternidade gera conformismo com a padronização, a destruição das individualidades e o totalitarismo.

Mateus – que além de vereador é professor universitário e advogado em Passo Fundo – ainda explicou a evolução da amizade (philia) grega (que só ocorria entre os iguais na sociedade) para a fraternidade cristã, onde o próximo não é somente o igual, mas até o inimigo.

Durante a explanação, o vereador ainda falou sobre o desejo mimético, através dos ensinamentos de René Girard, afirmando que aprendemos por imitação. “O desejo é algo aprendido pelo convívio, culturalmente. São comportamentos, pensamentos, formas de agir e não são necessidades biológicas. Aprendemos uns com os outros aquilo que devemos desejar. Não copiamos apenas a linguagem e os gestos, mas também aquilo que desejamos”, explicou.

Wesp ainda falou sobre as causas do neo-totalitarismo, citando o niilismo/relativismo e o fim da autoridade. “Quando a autoridade é corrompida, a fraternidade se torna impossível e surge o neo-totalitarismo. Sem algo externo ao meu subjetivismo, capaz de confirmar a relação com o diferente, a fraternidade se torna impossível”, disse.

A comunicação autêntica também foi abordada durante a aula de sábado. Segundo Mateus, para que ela ocorra é necessário que as pessoas sejam destinatárias e receptoras mútuas. “A comunicação humana não é uma via de mão única. As reações modelam a forma e o conteúdo da comunicação e é isso que permite o diálogo, a busca da verdade e do entendimento. Uma pessoa que fala de uma maneira áspera não está se comunicando, pois não possui empatia para com o destinatário”, argumentou. “A tecnologia pode ajudar a superar distâncias e aproximar as pessoas. Mas pode, também, levar a um fechamento do homem sobre si mesmo, em uma comunicação auto-referencial, que nada mais é do que um afastamento da realidade. A tecnologia produz a confusão entre informação e conhecimento. O homem que recebe uma informação (na rede, por exemplo) crê que já detém conhecimento”, disse.

A influência do jornalismo na sociedade também foi abordada durante a palestra. Antigamente, o jornalismo retratava a verdade, ao passo que o espetáculo, como o teatro, criava a ilusão. Hoje a comunicação possibilita misturar indevidamente o espetáculo e a comunicação. “Isso traz consequências, como a ideia de que não existe verdade, mas somente pontos de vista. Além disso, não há mais diálogo, no sentido da busca da verdade, mas um jogo de poder entre pontos de vista e uma consequente instrumentalização do outro”, relatou.

Wesp concluiu agradecendo pela oportunidade do contato com profissionais competentes e acadêmicos dedicados, ao mesmo tempo em que lembrou que “não basta que a mensagem seja verdadeira. É preciso que ela respeite o bem comum e não viole regras de convivência. Devemos pautar nossa conduta pela ânsia de verdade, pelo respeito aos outros e a sinceridade de objetivos. Ver os outros como irmãos e nos colocarmos a serviço deles para construirmos a fraternidade”.

Por
Equipe Mateus Wesp