A Educação muda o mundo: Mateus Wesp auxilia na divulgação de projeto
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  • 10/11/2017

A Educação muda o mundo: Mateus Wesp auxilia na divulgação de projeto que irá revolucionar as escolas municipais com o uso social da tecnologia

Dsc 1155

O projeto de Letramento em Programação, promovido pela Faculdade IMED em parceria com o Instituto Ayrton Senna, está prestes a ser implantado em mais uma escola municipal de Passo Fundo. 
 
Na tarde dessa quinta-feira (10/11), o vereador Mateus Wesp – juntamente com o professor Amilton Rodrigo Martins, da Imed - apresentou o projeto para o diretor da Escola Municipal Dom José Gomes, do bairro Santa Rita, Jonas Cantu, e à coordenadora do turno da tarde, professora Josiane Fávero. O suplente de vereador do PSDB, João dos Santos, também acompanhou a reunião.
 
A iniciativa, que já existe em outras cinco escolas municipais de nossa cidade, em virtude de convênio firmado entre o Município, a IMED e o Instituto Ayrton Senna, propõe a formação de educadores, com o objetivo de ampliar a inserção dos alunos no universo digital utilizando ferramentas gratuitas de programação computacional. Além da prática da programação, os alunos e educadores desenvolvem, de maneira integrada, competências cognitivas e socioemocionais fundamentais para a vida no século 21, como criatividade, resolução de problemas, colaboração e persistência.
 
O diretor Jonas mostrou-se empolgado com a iniciativa e se comprometeu em reunir os demais professores para conhecer o projeto em detalhes na próxima semana, em nova reunião. “Entendemos essa ação como muito benéfica, pois apresenta possibilidades completamente novas para os alunos. O século 21 exige que as novas gerações dominem múltiplas linguagens, inclusive a linguagem computacional”, disse o diretor.
 
“Fico feliz em poder fazer essa ligação entre o professor Amilton, que coordena o projeto, e essa grande liderança do bairro Santa Rita, que é o professor Jonas. A grande virtude do letramento em programação é inserir as crianças em uma realidade que veio para ficar, tornando-as mais do que usuários de tecnologia, mas criadores de tecnologias capazes de atender às novas demandas do mundo”, declarou o vereador Mateus Wesp.
 
O professor Amilton explicou como é desenvolvido o projeto Letramento em Programação. “O Letramento em Programação iniciou em 2015, no Estado de São Paulo, entendendo que no século 21 as demandas educacionais são diferentes. Essas demandas são também de alfabetização, de letramento tradicional, mas existe uma necessidade nova que é a de entender como o mundo conectado funciona. Há algumas habilidades que chamamos de habilidades do cidadão do século 21 que são muito latentes. Podemos falar do pensamento computacional e da resolução de problemas, da criatividade, do empreendedorismo, que são macro habilidades para quem quer ter uma carreira, uma empresa, um trabalho na nossa sociedade. Esse projeto trabalha com a aplicação de uma metodologia de utilização do pensamento computacional em escolas do ensino fundamental. Hoje se trabalha com o projeto em dois núcleos – na região metropolitana de Campinas, em São Paulo, e em Passo Fundo. Atualmente, o programa atende Passo Fundo, Sananduva, Marau, Carazinho, Lagoa Vermelha, Coxilha e Tapejara”, explicou. 
 
Amilton destacou que a iniciativa atende aos alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e é aplicada pelos próprios professores da escola. 
“Acreditamos que o ‘pulo do gato’ da educação de qualidade é o professor. Então ao invés de vir alguém de São Paulo, ou algum professor de fora, formamos os professores para que sejam os multiplicadores na própria escola. Temos exemplos fantásticos em nossa região em que isso já está acontecendo”, afirma.
 
O cronograma do projeto prevê, no primeiro ano, o desenvolvimento de histórias, usando tecnologia, com os alunos montando a história digitalmente. O segundo ano contempla o desenvolvimento de jogos, na mesma perspectiva da confecção de brinquedos, mas agora em uma plataforma digital. No terceiro ano os estudantes desenvolvem um aplicativo real para utilização na escola e no último ano eles constroem um dispositivo robótico. 
 
“São quatro anos trabalhando com uma série de habilidades. E é um projeto destinado para escolas públicas, sem custo financeiro para o município. O investimento do município é a dedicação dos professores do quadro. E temos alto poder de engajamento, pois a meninada em geral está começando a perceber menos valor na escola. O ensino formal é muitas vezes cansativo, redundante e conteudista. Claro que existem exceções, mas a tecnologia é altamente engajadora, sedutora para os jovens”, afirma Amilton.
 
A meta do projeto em nossa região é atingir quinze municípios até 2020, formando de seis a oito mil jovens. “Pretendemos criar na região um polo de vanguarda de tecnologia educacional. Em 2025 esses jovens vão estar no mercado de trabalho, fazendo faculdade e lá eles terão uma visão de mundo completamente diferente, com uso social da tecnologia”, ressaltou o professor.

Por
Equipe Mateus Wesp